14 de agosto de 2017

Eurotrip: Heidelberg - Alemanha


Sabe aquela cidade que parece ter saído de um conto de fadas? Essa é Heidelberg, na Alemanha! Vale super uma visita, principalmente ao castelo! Fiz um dia de passeio e foi o suficiente!

Heidelberg, Heidelberga ou Edelberga é uma cidade da Alemanha, situada no vale do rio Neckar, no noroeste do Baden-Württemberg. É a quinta maior cidade deste Land (depois de Stuttgart, Mannheim, Karlsruhe e Friburgo em Brisgóvia), contando com 142 993 habitantes em 2005.

Heidelberg é uma cidade independente (kreisfreie Stadt) ou distrito urbano (Stadtkreis), ou seja, possui estatuto de distrito (Kreis).

A primeira menção atestada de Heidelberg é de 1196, em um documento do Palatino Heinrich para a abadia de Schönau. A cidade é a antiga residência do conde do Palatinado (alemão: Pfalz), que era um dos sete príncipes eleitores do Sacro Império Romano-Germânico. Ela também é conhecida pela Universidade de Heidelberg (que é a mais antiga da Alemanha), fundada em 1386 por Ruprecht I, e refundada em 1803 pelo duque Karl-Friedrich de Baden. Ainda hoje, ela é muito famosa, principalmente na área da Medicina. A cidade foi também um dos centros da Reforma Protestante, tendo acolhido Martinho Lutero em 1518. Um de seus nobres, Frederico III, Eleitor Palatino, o Piedoso, (1515-1576), teve contato com os pastores Reformados Gaspar Olevianus e Zacarias Ursinus. Desse contato com os pastores reformados, sob a sua supervisão, foi criado o Catecismo de Heidelberg, e a Fé Reformada tornou-se oficial em seus domínios. Um ponto turístico importante é o Castelo de Heidelberg.














O Castelo de Heidelberg ou, nas suas formas portuguesas, de Heidelberga ou de Edelberga (em alemão Heidelberger Schloss) é um palácio localizado em Heidelberg, no estado de Baden-Württemberg. É uma das mais famosas ruínas da Alemanha e símbolo da cidade.

As ruínas do conjunto, um dos mais importantes edifícios renascentistas a norte dos Alpes, erguem-se 80 metros acima da base do vale, na colina norte da Königstuhl, dominando a imagem da antiga cidade.

Em posição dominante sobre o rio Neckar, o primitivo castelo medieval adquiriu a forma actual a partir de 1544, e serviu como residência dos Príncipes Eleitores até à guerra de sucessão no Palatinado, quando foi destruído pelos soldados de Luís XIV de França, entre 1689 e 1693. Depois disso viria a ser restaurado apenas parcialmente.

Anton Praetorius escreveu neste castelo, no ano de 1595, a primeira descrição em latim do "1. Großen Fasses" (um de três enormes barris para 127 mil litros de vinho).

Crédito da imagem: Markv - Wikimedia commons


A cidade de Heidelberg foi mencionada pela primeira vez no ano de 1147, quando Conrado de Hohenstaufen é informado, juntamente com o seu meio-irmão Frederico Barbarossa, da herança do pai de ambos, Frederico, Duque da Suábia, na qual cabe ao primeiro a região do Reno francónio. Em 1155, Conrado de Hohenstaufen foi feito Conde Palatino pelo seu meio-irmão, tornando-se a região conhecida por Palatinado. A hipótese de Conrado ter instalado a sua sede na actual Schlossberg (colina do palácio), a chamada Jettenbühl, não pode ser provada.

O nome Jettenbühl, de acordo com a tradição de Hubertus Leodosius Thomas, um historiador e secretário de Frederico II, faz alusão a uma velha mulher chamada Jetta que ali terá vivido. Dois quilômetros acima de Schlierbach situa-se a Wolfsbrunnen (Nascente do Lobo) e do lado do Neckar, no Heiligenberg, localiza-se a Heidenloch (Cova do Gentio). A colina do palácio só recebeu o nome de Jettenbühl a partir do século XVI, sendo conhecida anteriormente por Colina dos Bovinos Jovens (Geltenpogel = Jungviehhügel).


A primeira menção a um castelo em Heidelberg ("castrum in Heidelberg cum burgo ipsius castri") surge em 1225, quando Luís I o tomou ao Bispo Heinrich von Worms como um feudo. O paço do castelo, tal como o Palatinado, pertencia aos Duques da Baviera desde 1214. A última menção a um só castelo é feito em 1294. Num outro documento de 1303 são mencionados, pela primeira vez, dois castelos:









Elisabethentor vista das ruínas do Englischen Bau.







O castelo alto, erguido na Kleinen Gaisberg, no atual Molkenkur (destruído em 1537);
O castelo baixo, na Jettenbühl (a localização do palácio actual).[1]
Desta forma, os investigadores consideraram durante muito tempo que o castelo de baixo teria sido erguido entre 1294 e 1303, conclusão tirada, especialmente, pela meticulosa pesquisa efectuada, na segunda metade do século XIX, pelo gabinete de construção dos palácios (Schlossbaubüro), as quais não foram justificadas pelas ruínas de qualquer edifício datado antes do século XV. Por outro lado, graças aos recentes achados arquitectónicos e aos vestígios arqueológicos encontrados nas recentes investigações no Castelo de Heidelberg, foram descobertas sob o castelo estruturas datadas da primeira metade do século XIII. Em 1897 foi descoberta uma janela em estilo românico tardio na parede que separa o edifício do salão de vidro (Gläsernem Saalbau) do edifício de Frederico (Friedrichsbau). Em 1976, trabalhos promovidos sobre destroços de cerca de 1400 depositados no canto nordeste do edifício de Ruprecht, e a demolição da cobertura do fragmento duma janela em forma de folha de trevo, foram encontrada semelhanças com as arcadas das janelas do Burg Wildenberg. Em 1999, uma investigação arqueológica realizada em torno do edifício de Ludwig comprovou a existência duma zona de construção na área do palácio datada da primeira metade do século XIII.

Os mais antigos documentos que mencionam o Castelo de Heidelberg são:

O Thesaurus Pictuarum (1559-1606), de Marcus zum Lamm, membro do Conselho da Igreja do Palatinado;
Os "Annales Academici Heidelbergenses" (iniciados em 1587), por Pithopoeus, bibliotecário e professor de Heidelberg;
Os "Originum Palatinarum Commentarius" (1599), por Marquard Freher;
O "Teutsche Reyssebuch" (Estrasburgo, 1632 - reeditado em 1674 como Itinerarium Germaniae), por Martin Zeiller .
Todas estas obras são, em grande parte, superficiais, não contendo nada de importante. O caso é diferente no que diz respeito à Topographia Palatinatus Rheni, de Matthäus Merian (1615), obra que descreve o Príncipe-Eleitor Luís V como uma pessoa que "começou a construir um novo castelo há mais de cem anos". A maior parte das descrições do castelo até ao século XVIII são feitas com base na informação de Merian. Tentativas para fixar a fundação do castelo num periodo anterior, descobriram que, já na época de Ruperto I (1353–1356) , havia sido erguida a famosa capela da corte na Jettenbühl.

Palácio real e prisão de papas[editar | editar código-fonte]
Quando Ruperto III se tornou Rei da Germânia, em 1400, era de tal forma pequeno que quando o monarca regressou da sua coroação teve que acampar no mosteiro dos Agostinianos, no sítio da actual Praça da Universidade. O que ele desejava era mais espaço para os seus ambientes e corte de forma a impressionar os convidados, mas também defesas adicionais que tornassem o castelo numa fortaleza.

Depois da morte de Ruprecht, ocorrida em 1410, as suas terras foram divididas pelos seus quatro filhos. O Palatinado, coração seus territórios, foi dado ao seu filho mais velho, Luís III. Luís foi o representante do imperador e o juiz supremo, e foi nessa qualidade que em 1415, de acordo com o Concílio de Constança e a mando do Imperor Sigismundo, aprisionou o deposto Antipapa João XXIII antes deste ser levado para o Burgo Eichelsheim (actual Mannheim-Lindenhof).

Numa visita a Heidelberg, em 1838, o poeta francês Victor Hugo tirou um prazer especial ao passear entre as ruínas do palácio, tendo resumido a sua história na seguinte carta:

Mas deixem-me falar do seu castelo. (Isso é absolutamente essencial e eu devia ter começado por ele). Que tempos ele tem atravessado! Ao longo de quinhentos anos tem sido vítima de tudo o que tem abalado a Europa, e agora desmorona sob o seu peso. Isto porque este Castelo de Heidelberg, a residência dos Condes do Palatinado, os quais respondiam apenas a reis, imperadores e papas e tinham demasiada importância para curvar aos seus caprichos, mas não podiam erguer a cabeça sem entrar em conflito com eles, sendo por esse motivo que, na minha opinião, o Castelo de Heidelberg sempre tomou uma certa posição de oposição ao poder. Cerca de 1300, a época da sua fundação, começou com uma analogia a Tebas; no Conde Rudolfo e no Imperador Luís, esses irmãos degenerados, teve o seu Etéocles e o seu Polinice [filhos beligerantes de Édipo]. Então, o Príncipe-Eleitor começou a crescer em poder. Em 1400, o Palatino Ruprecht II, apoiado por três príncipes-eleitores renanos, depõe o Imperador Venceslau e usurpa a sua posição; 120 anos depois, em 1519, o Conde Palatino Frederico II formou o jovem Rei Carlos I de Espanha, futuro Imperador Carlos V.[2]

Guerra Baden-Palatinado[editar | editar código-fonte]
Em 1462, no decorrer da guerra entre Baden e o Palatinado, o Eleitor Frederico I (o "Pfälzer Fritz") aprisionou no palácio Carlos I de Baden-Baden, o bispo Jorge de Metz e o Conde Ulrico V de Württemberg. Frederico manteve os prisioneiros acorrentados e alimentados com alimentos rudes até que lhe fosse pago o resgate exigido.

O marquês Carlos I teve de pagar 25.000 florins de ouro pela libertação, tendo entregue Sponheim como penhor e declarado Pforzheim como um feudo do Palatinado. O bispo de Metz teve de pagar 45.000 florins de ouro. No entanto, o aspecto mais importante foi o facto de Frederico I do Palatinado ter garantido o seu crédito como príncipe-eleitor.

Diz a lenda que Frederico fez os seus hóspedes involuntários compreender a falta de pão às refeições mandando-os olhar, através da janela, para a paisagem devastada abaixo deles. Este episódio é contado num poema, de Gustav Schwab, intitulado Das Mahl zu Heidelberg ("A Ceia de Heidelberg").

Linha cronológica dos principais eventos no castelo:

1225: primeiro documento em que aparece menção a um "Castrum" em Heidelberg;
1303: menção a dois castelos;
1537: destruição do castelo de cima por um raio;
1610: criação do jardim do palácio (Hortus Palatinus);
1622: Tilly conquista a cidade e o castelo durante a Guerra dos Trinta Anos;
1649: renovação da planta do castelo;
1688/1689: destruição por tropas francesas;
1693: novas destruições durante a Guerra de Sucessão do Palatinado;
1697: início da reconstrução;
1720: transferência da residência para Mannheim;
1742: início da reconstrução;
1764: destruição por um raio;
1803: o castelo e a cidade passam a fazer parte do estado de Baden;
1810: Charles de Graimberg dedica-se à preservação das ruínas do castelo;
1860: primeira iluminação do castelo;
1883: estabelecimento do "gabinete de construção de castelos de Baden";
1890: balanço por Julius Koch e Fritz Seitz;
1900 (cerca): restauros e desenvolvimento histórico

Edificios do castelo

Desconhece-se a aparência do conjunto enquanto castelo medieval. Este estendia-se sobre a área do actual pátio do palácio, sem as extensões posteriores em direcção a oeste (Grande Torre, parede norte - Edifício Inglês - e parede oeste com torre redonda), e dentro do anel de muralhas interior, ainda existindo escassos vestígios na parede este do Ludwigbaues ("Edifício de Luís"), as fachadas este e sul do edifício de serviço e a parede oeste do Ruprechtbau ("Edifício de Ruperto") e do Frauenzimmerbau ("Edifício do Salão das Damas"). O Castelo de Heidelberg formava uma linha defensiva com o castelo existente no alto do actual Molkenkur (este último queimado em 1537), o que permitia ter o rio Neckar bem "dominado".

A partir de meados do século XV, o castelo e fortaleza foi desenvolvido com a construção de três torres para canhões na parte oriental e das muralhas exteriores. Na primeira metade do século XVI, Luís V avançou consideravelmente a área do castelo para oeste, tendo deixado robustas fortificações, assim como um edifício residencial independente. Seguiu-se a expansão do castelo sob pontos de vista representativos. Sob os seus sucessores, a defesa ocorreu no pano de fundo.









































Para saber mais do castelo de Heidelberg, acesse aqui!


O conteúdo deste post foi decidido por Vivian Dornelles, autora do Blog dicas de Viagem, tendo como critério a relevância do assunto para os leitores do blog, não havendo nenhum vínculo comercial com qualquer empresa ou serviço citado no texto. Não recebi qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação deste texto.

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