15 de mai de 2010

Florença - Toscana, Itália

Segunda, dia 17 de maio de 2010 estreia Passione, novela da Rede Globo. E para ir entrando mais no clima, saiba um pouco mais de Florença.

Florença ou Firenze é um município italiano, capital da região da Toscana e da província homônima, com cerca de 356.118 habitantes. Estende-se por uma área de 102 km2, tendo uma densidade populacional de 3453 hab/km². Faz fronteira com Bagno a Ripoli, Campi Bisenzio, Fiesole, Impruneta, Scandicci, Sesto Fiorentino. Foi fundada em 59 a.C no local de um acampamento etrusco (hoje Fiesole), situado nas montanhas que se erguem sobre a cidade moderna.

Florença foi durante muito tempo considerada a capital da moda. É considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas do mundo.

Tornou-se célebre, também, por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da "Divina Comédia", que é um marco da literatura universal. Neste Poema ele descreve a cidade de Florença em muitas passagens, assim como alguns de seus contemporâneos florentinos célebres, que também são personagens da obra.

Tem origem num antigo povoado etrusco. A cidade foi governada pela família Médici desde o início do século XV até meados do século XVIII. O primeiro líder da cidade pertencente à família Médici foi Cosme, o Velho, chegou ao poder em 1437. Foi um protector dos judeus na cidade, iniciando uma longa relação da família com a comunidade judaica.

Santa Maria del Fiore e o campanário de Giotto. A Grande Sinagoga de Florença, também conhecida como Tempio Maggiore, Templo Principal, é considerada uma das mais belas da Europa.

Destacam-se as diversas e belíssimas catedrais de épocas e estilos diferentes. A cidade também é cenário de obras de artistas do Renascimento, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Raphael, Donatello, entre outros.

Nesta cidade nasceram os papas: Leão X, Clemente VII, Clemente VIII, Leão XI, Urbano VIII, Clemente XII.

República Florentina
A República Florentina (em italiano: Repubblica Fiorentina) foi uma cidade-estado centrada em Florença em Toscana, Itália. A república foi fundada em 1115 quando os florentinos se rebelaram contra a morte de Matilde de Canossa.

A república foi comandada por um conselho, a Signoria, eleita pelo gonfaloneiro - que por sua vez era eleito a cada dois meses pelos membros de clãs da cidade. A república sofreu várias tentativas de golpes, reagindo com contra-golpes de várias facções. A facção Medici tomou o poder na cidade em 1434 até o contra-golpe de Cosme de Médici que o exilou no ano anterior. Cosme manteve o controle de Florença até 1494. Giovanni de Medici (que veio a se tornar o Papa Leão X) reconquistou a república em 1512. A autoridade de Medici foi repudiada e deflagrou em 1527 a Guerra da Liga de Cognac.

Medici reassumiu o poder em 1531 após 11 meses de cerco a cidade. A republica foi desconstituída em 1532 quando o Papa Clemente VII apontou Alessandro de' Medici o Duque da República de Florença, tornando-se uma monarquia hereditária.



Basilica di San Lorenzo e Cappelle Medicee (Basilica di San Lorenzo: Piazza San Lorenzo, 055/214-042. 2a/sáb 10h/17h. € 2,50. Cappelle Medicee: Piazza Madonna degli Aldobrandini, 6, 055/2388-602, www.firenzemusei.it/medicee. 8h15/17h, fecha na 1a, 3a e 5a segundas-feiras do mês e no 2o e 4o domingos. €6. Reservas, € 4 de taxa, pelo telefone 055/294-883 ou no site b-ticket.com/b-ticket/uffizi/): uma boa forma de conhecer obras produzidas especialmente para os maiores mecenas da história de Florença. Os túmulos dos Médici são as atrações mais procuradas, tanto na igreja de San Lorenzo quanto na Cappelle Medicee. A primeira abriga a Sagrestia Vecchia, com projeto de Brunelleschi, esculturas de Donatello (o artista também foi enterrado em San Lorenzo) e túmulos de quatro Médici famosos. As segundas (as capelas dos Médici) formam um mausoléu da família, anexo à igreja. O ponto alto é a Sagrestia Nuova, com arquitetura e três túmulos assinados por Michelangelo.

Basilica di Santa Croce (Piazza Santa Croce, 16, 055/246-6105, http://www.santacroce.firenze.it/. 2a/sáb 9h30/17h30, dom 13h/17h30. € 5): na mais interessante igreja de Florença, curiosamente os túmulos são as maiores atrações. Além de ser considerada uma obra-prima da arte gótica, ter capelas belíssimas e abrigar o Museo dell’Opera di Santa Croce (não perca o Crucifixo, de Cimabue), a construção, iniciada em 1294 pelos franciscanos, tem os restos mortais de 270 importantes moradores da cidade, como o artista Michelangelo, o filósofo político Maquiavel e o cientista Galileu Galilei.

Basilica di Santa Maria Novella (Piazza Santa Maria Novella, 055/282-187, http://www.smn.it/. 2 a/5a 9h30/17h, 6a/dom 13h/17h. € 2,70): a igreja gótica foi construída pelos dominicanos entre 1279 e 1357, mas a atual fachada renascentista começou a ganhar contornos no final do século 15. Uma pintura de efeito tridimensional de Masaccio (Trindade) e três ciclos de afrescos de Filippino Lippi (Cappella di Filippo Strozzi), de Ghirlandaio (coro) e de Nardo di Cione (Cappela Strozzi) são as estrelas do interior do templo.

Battistero (Piazza del Duomo, 055/230-2885, http://www.operaduomo.firenze.it/. 2a/sáb 12h15/19h, dom 8h30/14h. € 4): é a construção mais antiga do conjunto que poderia ser chamado de “santíssima trindade arquitetônica” da Piazza del Duomo, composto, também, pela famosa catedral e pelo campanário. As grandes atrações do batistério, erguido entre os séculos 6 e 7, são as portas, principalmente as da face leste, chamadas por Michelangelo de Portão do Paraíso (a autoria é de Lorenzo Ghiberti, 1425-1452). Engana-se quem despreza uma visita interna. Os painéis do teto de mosaico, elaborados por artesãos venezianos, são deslumbrantes.

Campanile (Piazza del Duomo, 055/230-2885, http://www.operaduomo.firenze.it/. 8h30/19h30. € 6): a torre do sino da catedral tem 82 metros de altura, não tem elevador, mas dispõe de bons pontos de descanso na subida até o topo. As maiores riquezas do campanário, iniciado em 1334 sob a orientação do pintor Giotto, estão mesmo na fachada e nos relevos de terracota de Andrea Pisano.

Cappella Brancacci (Chiesa di Santa Maria del Carmine, Piazza del Carmine, 055/238-2195. 4a/sáb 10h/17h, dom 13h/17h. € 4): da poderosa série “capelas imperdíveis de Florença”, esta tem pinturas renascentistas com inovações estilísticas marcantes (realismo, narrativa dramática e domínio da perspectiva) que influenciariam pintores das gerações seguintes. Uma curiosidade: os afrescos da dupla Masaccio e Masolino foram interrompidos em 1436 e concluídos 50 anos depois por outro artista do Renascimento, Filippino Lippi.

Casa Buonarroti (Via Ghibellina, 70, 055/241-752, http://www.casabuonarroti.it/. 4a/2a 9h30/14h. € 6,50): três pequenas casas que já pertenceram a Michelangelo Buonarroti abrigam um museu dedicado ao artista, com (verdade seja dita) trabalhos menores do gênio do Renascimento.

Casa di Dante (Via Santa Margherita, 1, 055/219-416, http://www.museocasadidante.it/. Out/mar: 3a/dom 10h/17h; abr/set: 10h/18h. € 3): um dos mais famosos poetas italianos nasceu em algum lugar por aqui (no ano de 1265), mas não na chamada Casa di Dante, uma construção com ares medievais transformada em um modesto museu. Se por um lado o acervo não emociona muito, dá para entrar no clima transitando por duas igrejas ligadas à vida de Alighieri: a San Martino del Vescoso, na frente da Casa di Dante (era a igreja da família Alighieri), e a Badia Fiorentina, onde o poeta parece ter visto a amada Beatriz pela primeira vez.

Duomo (Piazza del Duomo, 230-2885, www.operaduomo.firenze.it. 2a/4a e 6a 10h/17h, sáb 10h/16h45, dom 13h30/16h45. A entrada é grátis, € 8 para a cúpula.Catedral fecha aos domingos pela manhã e duomo fecha aos domingos): a catedral de Florença, com uma arquitetura gótica bem peculiar, começou a ser construída em 1296 e demorou séculos para ser concluída. A consagração veio apenas em 1436, porém, a frente inacabada foi demolida em 1587 e reconstruída depois. A fachada, um pastiche gótico, data de 1887. O interior simples contrasta com a imponência externa. Prova disso é que os grandes atrativos estão um pouco escondidos dos olhos, na cripta (ruínas de Santa Reparata, a antiga igreja que existia no local) e na cúpula de Brunelleschi com afresco de Giorgio Vasari (O Juízo Final, 1572-79).


Foto: www.world-travel-photos.com

Galleria degli Uffizi (Piazzale degli Uffizi, 6, 055/238-8651, www.firenzemusei.it/uffizi. 3a/dom 8h15/18h50. € 6,50. Reservas, € 4 de taxa, pelo telefone 055/294-883 ou no site

www.b-ticket.com/b-ticket/uffizi/): há fila em qualquer horário e época do ano para conhecer o mais importante acervo de pinturas renascentistas do mundo. Respire fundo e encare. O prédio da Uffizi foi construído em 1560 por Cosime I, grão-duque da família Médici, a mesma que controlou a cidade no período mais rico da história florentina (entre os séculos 14 e 16). Hoje, as 45 salas criadas para serem escritórios(os uffizi) abrigam a fantástica coleção de pinturas reunida pelos Médici. Dá para gastar um dia inteiro em uma visita atenta, mas a série incontornável é formada pelas três representações da Maestà (Madona Entronizada), de Giotto, Cimabue e Duccio (sala 3); A Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, as obras mais famosas da galeria (salas 10-14); Doni Tondo (ou Sagrada Família), de Michelangelo (sala 25); Madona de Goldfinch, de Rafael, e Vênus de Urbino, de Ticiano (ambas na sala 26).

Galleria dell’Accademia (Via Ricasoli, 58/60, 238-8612, www.firenzemusei.it/accademia. 3a/dom 8h15/18h50. € 6,50. Reservas, € 4 de taxa, pelo telefone 055/294-883 ou no site

www.b-ticket.com/b-ticket/uffizi/): instalada em um prédio de 1784, só perde em popularidade para a Galleria degli Uffizi. O motivo do sucesso é um só: o museu abriga a imagem mais famosa do Renascimento, o original Davi, de Michelangelo.


Foto: charneca-da-peralva.blogspot.com

Giardino di Boboli (Piazza Pitti, 1, 055/238-8786, www.firenzemusei.it/boboli. Nov/fev: 8h15/16h30; mar: 8h15/17h30; abr/mai: 8h15/18h30; jun/ago: 8h15/19h30; set/out: 8h15/18h30; fecha na 1a e última segunda-feira do mês. € 6 - também vale para Giardino Bardini, Museo degli Argenti, Museo delle Porcellane e Galleria del Costume): é o necessário respiro ao ar livre no circuito de museus e igrejas. Aberto desde 1766, o principal parque da cidade é um perfeito exemplo da jardinagem renascentista e pertence ao complexo do Palazzo Pitti.

Museo degli Argenti (Piazza Pitti, 1, 055/294-883, www.firenzemusei.it/argenti. Nov/fev: 8h15/16h30; mar: 8h15/17h30; abr/mai 8h15/18h30; jun/ago: 8h15/19h30; set/out: 8h15/18h30 fecha na 1a e na última segunda-feira do mês. € 6 - também vale para o Giardino di Boboli, o Museo delle Porcellane, a Galleria del Costume e o Giardino Bardini): aqui está outro importante tesouro dos Médici que foge das pinturas e esculturas. Há os famosos vasos em pedra dura de Lorenzo, o Magnífico, os cammei (pequenas joias entalhadas) de Cosimo I, os cristais de Francesco I, a prataria que dá nome ao museu, trazida de Salzburgo, na Áustria, por Ferdinando II de Habsburgo-Lorena (1815), e as coleções de joias, do século 17 aos tempos atuais.

Museo del Bargello (Via del Proconsolo, 4, 055/238-8606, www.firenzemusei.it/bargello. Abr/jul: 8h15/17h; ago/mar: 8h15/13h50; fecha no 1o, 3o e 5o domingos do mês e na 2a e 4a segundas-feiras. € 4): é uma visita indispensável para os aficionados em esculturas. No piso térreo reinam as obras de Michelangelo: Baco, Madona com o Menino e Brutus. No primeiro andar, Donatello rouba a atenção com as duas representações de São Jorge, o Marzocco de pedra (símbolo heráldico de Florença) e também um polêmico Davi, com seu visual andrógino.

Museo dell’Opera del Duomo (Piazza del Duomo, 9, 055/230-2885, operaduomo.firenze.it. 2a/sáb 9h/19h30, dom 9h/13h45. € 6): aqui são exibidas as obras de arte removidas da catedral, do batistério e do campanário. É o caso dos painéis dos Portões do Paraíso, de Lorenzo Ghiberti (batistério); das Tribunas do Coro, de Donatello e Lucca della Robbia (Duomo); e da escultura de Abacuc, de Donatello. Mas os visitantes acabam destinando mais tempo para admirar uma obra inacabada de Michelangelo, a Pietà. A escultura foi danificada por ele em um ataque de fúria, movido pela insatisfação com o resultado. Um discípulo reparou o estrago tempos depois.

Museo di Firenze Com’Era (Via dell’Oriuolo, 24, 055/261-6788, www.museiragazzifirenze.it/firenze_comera.html. 2a/sáb 9h30/17h, dom 9h30/14h. € 2,70): o nome diz tudo. O museu tem em seu acervo pinturas e impressos topográficos que mostram cenários de como era a cidade, desde o Renascimento até o século passado.

Museo di San Marco (Piazza San Marco, 3, 055/294-883, www.firenzemusei.it/sanmarco. 2a/6a 8h15/13h50, sáb 8h15/18h50, dom 8h15/16h50; fecha no 1o, 3o e 5o domingos do mês e na 2a e 4a segundas-feiras. € 4): se você gosta das obras de Fra Angelico, esta é uma atração obrigatória. O prédio da segunda metade do século 15, financiado por Cosme de’Médici, já fez parte do convento dominicano de San Marco. Hoje é um museu dedicado ao monge, um dos mais talentosos pintores do Renascimento.

Museo di Storia della Scienza (Piazza de’Giudici, 1, 055/265-311, www.imss.fi.it/museo. 2a 9h30/17h, 3a 9h30/13h, 4a/6a 9h30/17h, sáb 9h30/13h. € 4): seria um estranho no ninho se a cidade não tivesse sido adotada por um dos mais famosos cientistas da história, Galileu Galilei (ele nasceu em Pisa, mas foi enterrado aqui). O museu, dedicado a ele, tem como principais atrações os telescópios de Galileu, e construções em larga escala de alguns dos seus experimentos e globos dos séculos 16 e 17 que ilustram o movimento de planetas e estrelas.

Palazzo Davanzati (Via Porta Rossa, 13, 055/238-8610, www.firenzemusei.it/davanzati. 2a/dom 8h15/13h50; fecha no 1o, 3o e 5o domingos do mês e na 2a e 4a segundas-feiras. Grátis): um prato cheio para os interessados na Idade Média. O palácio, do século 14, tem fachada, cômodos e afrescos característicos do período.

Palazzo Medici-Riccardi (Via Cavour, 3, 055/276-0340, http://www.palazzomedici.it/. 5a/3a 9h/19h.

€ 7. A capela pode receber no máximo oito visitantes a cada sete minutos - é recomendável agendar a visita por telefone): o que atrai são os três painéis de Benozzo Gozzoli, discípulo de Fra Angelico, na Cappella dei Magi. Os afrescos têm como mote principal A Viagem dos Reis Magos, mas o cenário com ricos detalhes traz representações de membros da família Médici e do próprio autor.

Palazzo Pitti (Piazza Pitti, 1, 055/238-8614, www.firenzemusei.it/palatina. 3a/dom 8h15/18h50. € 8,50 e € 11,50 para todos os museus e jardins do palácio, validade de três dias): a construção de 1460 foi financiada pela família Pitti, uma dinastia de banqueiros. Mas a obra ficou tão cara que eles foram obrigados a vender o palácio para Cosme I, representante do clã dos Médici. Hoje a imponente construção projetada por Filippo Brunelleschi abriga um conjunto de museus. Se você não tiver chance de visitar todos, invista suas fichas na Galleria Palatina, cujo acervo é uma verdadeira overdose de famosos pintores italianos: Rafael, Ticiano, Caravaggio, Filippo Lippi, Andrea del Sarto e Tintoretto.

Piazza della Signoria: é o melhor museu a céu aberto de Florença. Lá, entre a imponência do Palazzo Vecchio e um dos melhores chocolates quentes do mundo (o do Café Rivoire), estão esculturas célebres do Renascimento (ou suas cópias), como a do duque de Médici no seu cavalo, de Giambologna; a fonte de Netuno, de Ammannati; Il Marzocco, de Donatello (a original está no Museo del Bargello); Hércules e Caco, de Bandinelli; Perseu, de Cellini; O Rapto das Sabinas, de Giambologna; e a cópia da mais famosa delas, o Davi, de Michelangelo. Ao lado, turistas com a Ponte Vecchio ao fundo; e, no alto, a Piazza della Signoria, dominada pelo Palazzo Vecchio.

Piazzale Michelangelo: do alto desta colina é possível admirar todo o centro histórico da cidade, ter uma visão privilegiada do Rio Arno, reconhecer que Florença é um mosaico de elementos medievais, góticos e renascentistas, e admirar tranquilamente o Davi, de Michelangelo (uma das cópias, é claro) sem milhares de turistas fungando no seu cangote.

Ponte Vecchio: o mais famoso cartão-postal de Florença, acredite, não é obra do Renascimento. A Ponte Vecchio foi construída em 1345 e, primeiramente, abrigou lojas de peixeiros e açougueiros. Tempos depois, os curtumes tomaram conta do lugar, mas o maior problema da ocupação seguiu firme e forte: a poluição do rio (usado como depósito de lixo pelos comerciantes). A questão ambiental só foi resolvida muito tempo depois, no final do século 16, quando o grão-duque Fernando I expulsou os ocupantes da ponte e alugou o espaço para cerca de 50 joalheiros e ourives. Muitos descendentes desse grupo são os proprietários atuais das belas lojas com venezianas de madeira (que já sobreviveram aos bombardeios nazistas em 1944 e à grande enchente de 1966).

Foto: olharnaufragado.motime.com

Onde dormir

Academy Hostelnor (Via Ricasoli, 9, 239-8665, http://www.academyhostel.eu/; diárias desde € 30): sétimo lugar no ranking dos melhores albergues do mundo do site hostelworld. com, em 2008, ele fica em um palacete do século 17 na rua de trás da Duomo. Há quartos coletivos ou privados (suítes) e uma bela cozinha.

Le Residenze Johlea (Via San Gallo, 80, 55-463-3292, http://www.johanna.it/; diárias desde € 155): tem apenas 11 quartos, decorados com móveis antigos, alguns com vista para o Duomo. O mesmo grupo tem outros bed&breakfasts interessantes na cidade, todos bem localizados (vale o mesmo site).

Lungarno (Borgo Sant’Jacopo, 14, 55-272-6400, http://www.lungarnohotels.com/; diárias desde € 290; Cc: todos): muito bem localizado, tem quartos confortáveis com vistas para o Rio Arno.

Hotel Patio (Via Cavour, 23, 575-401-962, http://www.hotelpatio.it/; diárias desde € 110; Cc: todos): Hotel de design com sete suítes decoradas de maneiras diferentes.

Agriturismo da Domenico (Via Località Teverina, 24, 57-561-6024, http://www.dadomenico.com/; diárias a € 90): pequena propriedade agrícola transformada em pousada. A casa é um charme, com janelões e jardineiras. Tem piscina com vista dos vinhedos e um bom restaurante.

Albergo San Luca (Piazza Garibaldi, 1, 575-630-460, http://www.sanlucacortona.com/; diárias a € 120; Cc: todos): construído numa pracinha calma na Via Nazionale, tem quartos amplos com varanda e bela vista para os vinhedos


Onde comer

Del Fagioli (Corso Tintori, 47R, 55-244-285, 12h30/14h30 e 19h30/22h30, de segunda a sexta, fecha em agosto; Cc: todos): típica trattoria toscana. Serve a autêntica comida florentina com diversas massas e molhos no cardápio.

Trattoria Cibreo-Cibreino (Via dei Macci, 122, 55-234-1100, 12h50/14h30 e 19h30/23h de terça a domingo): este restaurante é um “filhote” do chique e caro Cibreo, mas tem cozinha igualmente boa, a preços bem mais acessíveis.

Tratoria Za-Za (Piazza del Mercato Centrale, 26R, 55-215-411, http://www.trattoriazaza.it/, 11h/23h, de segunda a sábado; Cc: todos): ótimas massas e uma das melhores bistecas alla fiorentina da cidade. De sobremesa, peça o biscoito cantuccini com Vinho Santo.

Buca Di San Francesco (Via San Francesco, 1, 575-23-271, http://www.bucadisanfrancesco.it/, 12h/14h30 e 19h/21h30, de quarta a segunda; Cc: todos): ao lado da Basilica di San Francesco, serve especialidades toscanas.

Trattoria Il Saraceno (Via Mazzini, 6, 575-27-644, http://www.ilsaraceno.com/, 13h/17h e 19h/23h; Cc: todos): boas massas e carnes de caça. Prove o coelho com batatas assadas ao finocchio.


Compras

Mercato San Lorenzo (Piazza San Lorenzo, 7h/19h): um dos melhores mercados ao ar livre de toda a Europa. Tem de tudo: artigos de lã, couro, jaquetas, carteiras, suvenires.

Pizza Grande: Os arredores desta praça são pontilhados de antiquários e ateliês de cerâmica. Todo primeiro domingo do mês acontece uma feira.

Curiosidade
Florença em outros idiomas:
◦Florence (francês, inglês)
◦Firenze (norueguês, italiano)
◦Florens (sueco)
◦Florencia (espanhol)
◦Florència (catalão)
◦Firence (polonês)
◦Flórens (islandês)
◦Флоренция (russo)
◦Florenz (alemão)


O que você precisa saber sobre Florença:

- O DDI é (39) e você liga para o Brasil a cobrar pela Embratel pelo telefone 800.172.211.

- Não há muitas linhas de metro, prepare-se para caminhar bastante! Afinal quase tudo fica no centro histórico.

- Se você pretende ir de metro, a estação central é a Santa Maria Novella (bem pertinho da igreja com o mesmo nome da estação).

- Não deixe (claro se possível), vá jantar no Sabatini, foi onde comi o melhor nhoque ao pesto da minha vida, visto que, não gosto muito de molho pesto! O restaurante fica na Via dei Panzani 9/A.

- Imperdivel: ir ao Galleria dell'Accademia, não sei nem explicar a sensação quando vi do David. Pense que esta escultura foi feita em 1501, encomendada a Michelango pela Opera del Duomo. Sabe por que esta obra foi a escolhida? O tema foi David derrotando Golias, que pela semelhança com a história da época da cidade, que recordava a libertação da cidade do governo dos Medici e seu poder de enfrentar inimigos. Não foi só isso. A estátua foi esculpida em um único bloco (e fino) de mármore, considerado perigoso para trabalhar. A estátua foi feita em três anos e instalada na Piazza della Signoria. David permaneceu na praça até 1873 o que resultou em perda de luminosidade, o que levou ao Galleria.

- Faça o passei a pé da Santissima Annunziata até Santa Trinità (próximo ao museu Galleria), assegure meio dia para o passeio. Não deixe ver: Chiostrino dei Voti, Museo di Firenze Com'era, Museu Bardini, Santa Felicità, Palazzo Davanzati e Santa Trinità.

- O hotel que fiquei foi o hotel Albani. O hotel fica na Via Fiume, 12. O hotel é relativamente bom, o espaço para o café da manhã era pequeno e o café propriamente dito não foi dos melhores.

- Uns filmes rodados na cidade: Hannibal (2000), Uma janela para o amor (1985), Os boas-vidas (1953) de Federico Fellini entre outros.


Você sabia?

Florença é suscetível a inundações? A mais "famosa" foi a de 1966 a qual muitas pessoas não se salvaram e várias obras de arte se perderam. Os maiores responsáveis são o rio Arno (Dante o descreveu como "fosso maldito") e a neve derretida que desce dos Apeninos. A própria posição geográfica de Florença também colabora para as enchentes: é cerdada por montanhas, próxima da planície aluvial do rio e a jusante do Sieve (maior afluente do Arno).

Os desastres provocados pelas chuvas são os mais relatados. Em 1269 foi escrito: "Grande parte da cidade transformou-se em um lago", a correnteza arrastou as pontes de Carraia e Trinità. Até hoje, apenas dois terços das pinturas danificadas estão expostos e laboratóris especializados (um para pintura e outro para esculturas) trabalham em tempo integral para restaurar os estragos.

O site oficia de Florença é: http://www.firenze.net/


A bela vista de Florença






Replica do David


















Duomo


Interior da catedral

Fonte: Travelavenue.com, Viaje aqui, Wikipidia, Giro pela Toscana

11 comentários:

Anônimo

Melhor post que achei sobre Florença até hoje! Parabéns!

Dicas de viagem

Isso me deixa muito feliz Anonimo! Obrigada pela visita!! Beijos

Anônimo

parabens por apresentar detalhes da historia da familia Medici

Anônimo

Também achei o melhor blog sobre Firenze. Obrigada pelas dicas!

Anônimo

Como eu faço para comprar ingressos para a Galleria Uffizi e para a Academia? É um ingresso que vale para os dois?
E há algum guia brasileiro lá?

Obrigada, Juliana

Dicas de viagem

Oi Juliana!!
Te aconselho a entrar no site da Roberta que esta morando na Italia por um tempo. Se chama Giro pela Toscana, entra aqui: http://www.giropelatoscana.blogspot.com/ (tem excelentes dicas)
Não lembro quanto aos ingressos, se voce pode comprar um passaporte para os dois museus (entra no site dos museus que normalmente eles te informam!!). Espero poder te ajudado!
Beijos

Anônimo

PARABENS, POST REALMENTE MTO BOM!!
;)

Anônimo

Parabens, pelo incrível trabalho...

Alineane

Lindas fotos, otimo post.

Deyse Oliveira Ribeiro

Ola, sou brasileira e guia de turismo autorizada na regiao da toscana. Caso saiba de alguem que venha para a toscana e puder me indicar, agradeceria muito pois sou nova no mercado.
Deyse Oliveira Ribeiro
http://guidesworldwide.com/?option=ShowGuide&GuideID=1287
deyseribeiro@hotmail.com

Anônimo

Muito Lindo!...
Cidade Maravilhosa...

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